
A polêmica venda da EA virou ponto de explosão para a comunidade gamer. Nesta segunda, 11 de maio de 2026, jogadores fantasiados vão “invadir” a sede da Electronic Arts em Redwood City, na Califórnia, em protesto contra o acordo bilionário com a Arábia Saudita. O movimento, batizado de “EA Raid”, promete transformar o campus em um espetáculo de revolta — ao vivo no Twitch.
Como vai ser o “EA Raid”
O encontro está marcado para as 11h do Pacífico (15h em Brasília). Os participantes vão chegar em cosplay e, em seguida, desenrolar um pergaminho de cerca de 15 metros, com mais de 70 mil assinaturas de uma petição contra a venda — justamente sobre o campo de futebol americano da franquia Madden, no centro do complexo.
Além disso, atores caracterizados como vilões corporativos — terno, cartola e tudo mais — vão representar os executivos por trás do negócio. Ainda haverá uma “barra de vida” gigante que diminui conforme o público engaja online e uma simulação de loot box em que os “prêmios” sorteados são demissões em massa, fechamento de estúdios e monetização agressiva. Tudo será transmitido pela Twitch do criador SlayerKase.
Por que a venda da EA gerou revolta
A indignação tem motivos concretos. Em primeiro lugar, o acordo prevê que 93% da Electronic Arts passe ao Public Investment Fund (PIF) saudita, comandado pelo príncipe Mohammed bin Salman. Os outros 7% ficam com a Silver Lake (5,5%) e a Affinity Partners (1,1%), firma de Jared Kushner — genro do presidente Donald Trump.
Por outro lado, o ponto mais delicado é financeiro. Trata-se de uma compra alavancada, ou seja, cerca de US$ 20 bilhões em dívida vão direto para o balanço da própria EA. Consequentemente, os gamers temem cortes de empregos, substituição de desenvolvedores por IA e mais monetização agressiva nos jogos. A Players Alliance HQ ainda lembrou que o CEO Andrew Wilson recebe 260 vezes o salário mediano da empresa, enquanto milhares de devs foram demitidos nos últimos anos.
A pressão também vem da política
O protesto não está restrito aos cosplayers. Inclusive, o deputado Maxwell Frost, da Flórida — congressista mais jovem dos EUA, aos 29 anos — já participou de live contra a venda ao lado da criadora Lilsimsie. Vale lembrar que o acordo, anunciado em setembro de 2025, ainda depende de aprovação do governo americano. Em outras palavras, o “EA Raid” soma pressão pública à pressão regulatória que já existe nos bastidores.
A polêmica venda da EA expôs o quanto a comunidade gamer está disposta a ir longe quando suas franquias preferidas estão em risco. Resta saber se o “EA Raid” vai mesmo abalar o acordo bilionário — ou ficar apenas como um momento marcante do ativismo gamer. E você, acha que protestos assim podem mudar o rumo de uma compra desse tamanho? Deixe sua opinião nos comentários.
Via: InsiderGaming
